TODA POESIA MORRE ANTE DE VIVER

TODA POESIA MORRE ANTE DE VIVER

PAPEL (drummond)


PAPEL

E tudo que pensei
E tudo que eu falei
E tudo que me contaram
Era papel.

E tudo que descobri
Amei
Detestei: papel.

Papel quanto havia em mim
E nos outros, papel!
De jornal, de embrulho.
Papel de papel, papelão!
CARLOS DRUMMOND

Posted by poesiaestrumettal | às 11:14

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